Edição #5 - quadro.news
No Quadro de hoje
Seria mais fácil decidir o que fazer hoje se soubéssemos o futuro, né? Neste momento, lá em Hollywood, tem gente que daria tudo para ter esse superpoder.
Os destaques da edição desta terça-feira:
O mercado foi duro com a Netflix ao tentar comprar a Warner. Mas, se arrependimento matasse…
Verity lidera nos cinemas, enquanto o “avião” de Tom Cruise despenca;
As novidades da semana nos cinemas, TV, streaming e games;
Disney faz acordo com a Netflix, Marvel encerra app, edital para games brasileiros e muito mais.
Em meio a fatos desconectados, algoritmos e slop de IA inundando os feeds, acompanhar o que realmente importa nos negócios do entretenimento ficou mais difícil. Quadro faz essa curadoria por você: duas newsletters por semana, com análise e contexto, direto na sua caixa de entrada. Assine e não perca as próximas edições.
One hit wonders
Nasce, oficialmente, a nova Skydance. A Paramount concluiu nesta terça-feira, 6, a aquisição da Warner Bros. Discovery, operação avaliada em US$ 110,9 bilhões incluindo dívida. A novela finalmente acabou.
Brasil Game Show acontece nesta semana, em São Paulo. A maior feira de games da América Latina vai de 9 a 12 de outubro, com anúncios de expositores, presença de empresas e plataformas, ativações publicitárias, creators e negócios de distribuição local.
Não era melhor ter vendido a Warner para a Netflix?
Em 5 de dezembro de 2025, a Netflix anunciou que havia vencido a disputa pela Warner Bros. Discovery – e que iria adquirir a divisão de estúdios e streaming do grupo, levando junto um catálogo centenário de produções e propriedades intelectuais. Não demorou para que Hollywood se agitasse contra a aquisição, que foi massacrada. Em Wall Street, a empresa cofundada por Reed Hastings viu o seu valor de mercado cair depois do anúncio, movimento que se aprofundou nos meses seguintes por uma vários fatores. Um tombo do qual ainda não se recuperou.
A Paramount Skydance, interessada em toda a WBD, não desistiu. Assumiu o manto de defensora dos cinemas e, por meio de táticas de PR hooligan e de pressão no mercado financeiro, atacou o negócio. No final das contas, acabou se saindo como a verdadeira vitoriosa. Hoje, 6 de outubro de 2026, nasce a Skydance – entidade que reúne em seu guarda-chuva toda a magia e história de Paramount, Warner Bros e Discovery.
Contudo, neste exato momento, fica a dúvida: será que nós fomos justos com a Netflix? E, por nós, digo todo o mercado de entretenimento.
A organização financeira será uma questão para o novo conglomerado, que concluiu uma captação de US$ 52 bilhões em dívida – descrita pelo Wall Street Journal como a maior realizada por uma companhia aberta em uma única operação. Para piorar, o CFO Dennis Cinelli reconheceu que a empresa pagou juros mais altos para garantir o financiamento dentro do prazo. A companhia combinada deverá partir de cerca de US$ 80 bilhões de dívida líquida, contra aproximadamente US$ 12 bilhões de EBITDA – o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
Além disso, sinergias e cortes vão precisar compensar a deterioração do negócio de TV linear, que sustentou o grupo por décadas. Projeções citadas por The Information apontam, para as redes lineares da Warner, queda de aproximadamente 8% na receita e 30% no lucro em quatro anos. O desempenho corrente do grupo também mostra essa pressão: no segundo trimestre, a WBD registrou queda de 22% na receita publicitária, 12% na receita total e 6% no EBITDA ajustado. No caso da publicidade, a ausência da NBA pesou especialmente no resultado.
Resumindo: os compromissos assumidos para fazer o negócio acontecer são tão altos que podem comprometer a própria viabilidade da estrutura como ela existe hoje.

Greg Peters e Ted Sarandos, co-CEOs da Netflix, ao lado de David Zaslav, então CEO da Warner Bros. Discovery, nos estúdios da Warner em Burbank, quando a venda para o streaming parecia encaminhada (Crédito: divulgação / Netflix)
O clima não é bom, segundo relatos. A jornalista Kim Masters, do Puck, aponta uma sensação de “dia do juízo final” na Warner – com funcionários se preparando para milhares de demissões. As primeiras, revela Matthew Belloni, devem ser as mais icônicas: Mike De Luca e Pam Abdy, CEOs da Warner Bros. Pictures. Ainda que leve tempo para acontecer, Hollywood deverá perder um dos seus cinco grandes estúdios – da mesma forma que aconteceu com a Fox após a compra pela Disney há alguns anos.
O Business Insider corrobora, reportando colaboradores preocupados nos dois grupos com as claras duplicações de funções entre os setores de engenharia, marketing e venda de publicidade dos dois grupos. No streaming, os times esperam uma disputa para decidir qual infraestrutura sobreviverá. O que tanto eles quanto os usuários esperam é que não se repita a traumática migração de HBO Max (em sua primeira versão) para o Max.
Ao menos CBS News e CNN seguirão separadas após a fusão. De acordo com o conglomerado, Mark Thompson e Bari Weiss continuam nos respectivos cargos, ambos respondendo diretamente aos co-CEOs David Ellison e Ynon Kreiz. Mas isso não é um alento: os detalhes operacionais e a eficácia do conselho de independência editorial ainda não estão definidos. Resta saber como a nova liderança lidará com a redação do canal pago estadunidense: Weiss, vale lembrar, promoveu um grande choque quando chegou à divisão de notícias da emissora aberta CBS, com medidas polêmicas que se estendem até os dias atuais.
Muito disso não teria ocorrido com a Netflix, que tem um perfil diferente da Warner Bros. Alguns setores – como a estrutura tradicional de distribuição cinematográfica – seriam novas para o negócio. Já outras, como licenciamento, marketing e PR, agregariam operações em mercados ou escalas inéditos, incluindo toda a infraestrutura de um major legada. No caso de tecnologia e outras áreas, não teria como fugir: a sobreposição seria quase que fatal.
Para ajudar, a empresa do Vale do Silício conta com finanças muito mais saudáveis. Ainda que o negócio exigisse uma ginástica financeira, seria mais fácil para uma companhia que, em 2025, faturou US$ 45,2 bilhões e US$ 11,0 bilhões de lucro líquido. A margem operacional chegou a 29,5%. Para 2026, a própria Netflix projeta receita de US$ 51 bilhões a US$ 51,4 bilhões e margem operacional de 31,5%.
A dívida também não parece problemática. Em junho, eram US$ 14,3 bilhões de dívida financeira contra cerca de US$ 9,1 bilhões em caixa.
Havia, sim, a preocupação com o cinema. A pioneira do streaming por assinatura não tem tradição na distribuição cinematográfica – e, no passado, desdenhou desse modelo de negócio. Contudo, durante a tentativa de aquisição, houve uma promessa para manter a presença da Warner no setor. E, da mesma forma que a Skydance assinou um acordo com 12 procuradores-gerais se comprometendo com pelo menos 30 filmes por ano na telona, a Netflix também poderia ter sido obrigada a algo parecido.
Um ponto justo contra essa aquisição era o da grande concentração no mercado de vídeo por assinatura. Uma conta de padeiro, somando os últimos números públicos da Netflix aos 131,6 milhões reportados pela WBD para seu segmento de streaming, chegaria a mais de 456 milhões de lares em todo o mundo. Mas a aritmética está errada: o dado da Warner não corresponde apenas ao HBO Max e há uma sobreposição desconhecida entre as bases das duas plataformas.
O ganho mais importante, mesmo, não estaria na base de usuários, mas sim em catálogo – e é algo que a Netflix está precisando. O número de horas assistidas dentro da plataforma tem ficado quase estagnado, com a empresa ampliando suas formas de receita. Há uma necessidade de intensidade de consumo, e um catálogo centenário e franquias de enorme apelo poderiam trazer isso para uma companhia que gosta de dizer que se relaciona com comunidades apaixonadas, repetindo a palavra “fandom” quase que como um mantra.
O teto de vidro era que a Warner Bros. Television se posiciona como produtora importante para toda Hollywood, com produções para concorrentes como Apple TV, ABC, CBS, Prime Video e, veja só, a Netflix. Aqui, autoridades antitruste e a própria Justiça teriam que ter agido, sim. Mas esse seria um ponto mais administrável do que o que estamos vendo hoje – e Ted Sarandos, co-CEO da então compradora, afirmou que manteria essa produção.
A verdade é que o ideal era mesmo uma Warner Bros. independente. O argumento de David Ellison para a fusão é ter tamanho e escala para fazer frente às big techs como Google, Amazon e a própria Netflix. Mas, na prática, isso pode minar ainda mais a existência dos dois grupos legados, que estão vendendo o jantar para comprar o almoço.
Mas nada disso é exatamente novidade. Desde 1990, a WB passou por outras cinco grandes fusões, aquisições e vendas. Esteve junto de Time e AOL – combinações que, por motivos diversos, acabaram desfeitas. Mas “a matéria de que são feitos os sonhos” segue viva. A dúvida é se ela é eterna.
Sua vez, David Ellison.
Outros destaques em Quadro
📖 É vero. Verity, baseado no livro homônimo da escritora Colleen Hoover, foi a principal estreia da semana. Nos Estados Unidos e no Canadá, o filme protagonizado por Anne Hathaway conquistou uma bilheteria de US$ 32,62 milhões, informa o Box Office Mojo. Com uma arrecadação total de US$ 99 milhões no período, o segundo lugar ficou com o novo Resident Evil – que faturou US$ 12,5 milhões em seu terceiro fim de semana em cartaz. Coração Selvagem, que estreou na semana passada, fez US$ 11 milhões.
Em todo o mundo, Verity fez US$ 62,6 milhões – para um orçamento estimado em US$ 40 milhões. Em seguida, vieram Coração Selvagem (US$ 32,5 milhões), o chinês Sherlock of China (US$ 29,5 milhões), Resident Evil (US$ 29,1 milhões) e o indiano Drishyam: The Conclusion (US$ 28,2 milhões).
O desastre foi Digger, novo longa estrelado por Tom Cruise e dirigido por Alejandro G. Iñárritu (de Birdman). A produção, cujo orçamento é estimado entre US$ 125 milhões e US$ 180 milhões em diferentes reportagens, fez apenas US$ 20 milhões em todo o mundo – sendo US$ 8 milhões nos EUA e Canadá. É um fracasso para os nomes envolvidos e, sobretudo, para o dinheiro investido.
🇧🇷 Veríssimo. Nos cinemas do Brasil, Verity também liderou no fim de semana, com mais de 700 mil espectadores e R$ 17,23 milhões de renda, aponta a Rentrak. O lançamento representou quase metade de toda a audiência do período. Minha Melhor Amiga segue mostrando força, ocupando a segunda posição com mais 257 mil ingressos vendidos. O longa nacional já soma 5,22 milhões de espectadores.
Resident Evil, Coração Selvagem e Vingadores: Ultimato Encore fecharam o top 5. E, como lá fora, a estreia de Digger naufragou: o título ficou em sexto, com 52 mil testemunhas. Considerando como os brasileiros amam Tom Cruise, a tragédia é ainda maior.

Quase irreconhecível Tom Cruise em cena de Digger, novo filme de Alejandro G. Iñárritu (crédito: Warner Bros.)
🎞️ Mercado, circulação e memória. A 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que ocorre entre 15 e 29 de outubro, terá 380 títulos de 93 países, distribuídos por 57 salas, espaços culturais e CEUs da cidade. A programação de mercado se concentra no Solar Fábio Prado, na Av. Faria Lima, que receberá a Sala Petrobras e, de 20 a 23 de outubro, o VI Encontro de Ideias Audiovisuais. A abertura terá Jeff Deutchman, presidente de aquisições, produção e desenvolvimento da Neon, a badalada distribuidora norte-americana.
A edição também cria o Prêmio Encontros, dedicado a agentes de financiamento e internacionalização, inaugurado com Olga Rabinovich, do Projeto Paradiso. Outra novidade é o Acervo, plataforma que reúne informações de mais de 12 mil filmes exibidos ao longo dos 50 anos – convertendo décadas de curadoria em infraestrutura pesquisável e potencialmente útil para circulação, restauração, educação e licenciamento.
A Mostra reforça seu papel como intermediária entre público, distribuidores, produtores e capital de desenvolvimento – não apenas como vitrine de filmes.
🐭 Mickey vermelho. A Netflix fechou um pacote de licenciamento com a Disney que colocou as duas primeiras temporadas de Percy Jackson e os Olimpianos no serviço mundialmente a partir de 4 de outubro, por três meses. Os cinco filmes de A Era do Gelo terão janela semelhante antes do lançamento cinematográfico de A Era do Gelo: Mundo de Lava. Soul, Elio e Raya e o Último Dragão entram globalmente a partir do início de 2027, em datas que variam por região.
A empresa do Mickey ressalta que a maior parte do conteúdo central da marca continuará exclusiva de seus próprios canais e plataformas. Isso aponta para alguns caminhos interessantes. O primeiro é a retomada, ainda que seletiva, da antiga lógica de licenciamento, monetizando o catálogo. Mas também mostra a visão de que a escala da Netflix pode funcionar, sim, como um caminho de descoberta para novos públicos, atraindo espectadores que depois podem encontrar essas mesmas franquias – e suas continuações – nos cinemas e no próprio Disney+.
Vale lembrar que, recentemente, a Amazon adotou uma estratégia parecida com os filmes de James Bond. O que chama a atenção é justamente a Netflix se dobrar a janelas curtíssimas: lá atrás, a empresa trabalhava com um período mínimo de um ano para licenciamento. Novos tempos, realmente.
🦸🏽♂️ O que aconteceu com as HQs digitais? Nesta segunda, 5, a Marvel Comics anunciou o fim do Marvel Unlimited, a plataforma de gibis por assinatura da editora. A leitura e a entrada de novos conteúdos serão encerradas em 7 de dezembro, finalizando uma trajetória iniciada em 2007. O serviço será substituído pelo novo Marvel Comics, desenvolvido e operado pela sul-coreana Webtoon. Para continuar com acesso por assinatura, os leitores terão de aderir a um dos novos planos, que custam a partir de US$ 9,99 por mês. A parceira conta com cerca de 159 milhões de usuários mensais e construiu uma enorme escala com webcomics, forte presença asiática e um público especialmente jovem.
Isso tudo traz junto algumas reflexões sobre o mercado de quadrinhos. Há pouco mais de uma década, as vendas digitais floresciam e pareciam abrir uma nova frente de crescimento para a indústria. Iniciativas como ComiXology vendiam os lançamentos da semana, enquanto aplicativos como o próprio Unlimited exploravam vastos catálogos em um modelo inspirado no da Netflix.
Acontece que, no meio do caminho, a “revolução digital” saiu dos trilhos. Começou com a compra do ComiXology, que centralizava as principais editoras dos EUA, pela Amazon – anos depois, a big tech encerrou a plataforma e consolidou tudo dentro do Kindle. Ao mesmo tempo, graphic novels e edições encadernadas impressas ganharam cada vez mais peso. Hoje, as vendas de quadrinhos nos Estados Unidos e no Canadá chegam a US$ 2,2 bilhões por ano, mais de três vezes o patamar de 15 anos atrás. E o físico não perdeu relevância: só as comic shops se aproximaram de US$ 1 bilhão em vendas em 2025.
Mas a Casa das Ideias ainda vê uma possibilidade de atingir aqueles que não vão às lojas de tijolo e cimento – e fechou uma parceria com uma empresa que já demonstrou capacidade de descoberta, recomendação e formação de novos públicos. Nos gibis, digital agora parece ser menos sobre substituir o físico e mais sobre trazer novos leitores para dentro do mercado – o que talvez sirva de inspiração para outros setores do entretenimento.
Estreias da semana
Streaming e TV. Ontem, 5, estreou a segunda temporada de Marshals: Uma História de Yellowstone no Paramount+. Nesta quarta, 7, o Prime Video lança a nova versão de Carrie, a Estranha, agora em formato de série e assinada por Mike Flanagan (de Doutor Sono). Na quinta-feira, 8, chega ao GNT Dog House Brasil. Na sexta, 9, a Netflix lança Sobrevivência, novo filme escrito e estrelado por Ben Affleck, enquanto o Disney+ estreia a segunda temporada de Amor da Minha Vida.
Cinemas.Nesta quinta-feira, 8, Se Eu Fosse Você 3 retoma a franquia brasileira estrelada por Tony Ramos e Glória Pires, enquanto Um Tio Quase Perfeito 3 dá sequência à série com Marcus Majella. Também chegam o blockbuster sul-coreano Hope: O Primeiro Impacto, após sessões no Festival do Rio; a animação As Aventuras de Tadeo e a Lâmpada Mágica; e as produções nacionais Ao Sabor das Cinzas e Picaretas Não Vão Pro Céu. Nos Estados Unidos e no Canadá, mas não no Brasil, a Universal lança na sexta, 9, Outra Mãe, produção de Blumhouse e Atomic Monster estrelada por Jessica Chastain.
Games. Hoje 6, chegam Gears of War: E-Day, para Xbox Series X|S e PC, com lançamento também no Game Pass, e Star Wars: Galactic Racer, para PS5, Xbox Series X|S e PC. Na quinta, 8, estreia Clive Barker’s Hellraiser: Revival para PS5, Xbox Series X|S, Switch 2 e PC. Na sexta, 9, Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen chega como expansão para PS5, Xbox Series X|S e PC, enquanto o Switch 2 recebe o pacote completo.
Tão falando por aí...
Disney+ quer chegar a uma estreia brasileira original por mês. Essa é a meta a partir de meados de 2027, anunciada por Mônica Albuquerque, responsável pelo conteúdo original da Disney no nosso país. O plano inclui aumentar a oferta dirigida a mulheres de 25 a 50 anos. A executiva atribuiu esse foco ao desempenho de Amor da Minha Vida e Love Story, mas disse que o mercado local ainda depende excessivamente de “sucessos pontuais”. A empresa também estuda produzir novelas. (via NaTelinha)
Já o Globoplay agora está colocando publicidade até na tela de login. A plataforma brasileira começou a comercializar anúncios na tela de entrada. Batizado de Welcome Ads, o formato estreou com Magalu, em campanha da Ogilvy, e coloca a marca antes da escolha de qualquer conteúdo. É inteligente: esse é um momento de grande visibilidade e não interrompe o que o espectador está assistindo. Por outro lado, reforça a sensação de saturação ao levar publicidade para mais um ponto da experiência. (via M&M)
Agências aumentam verba em IA, CTV e creators, aponta a Digiday. Uma pesquisa realizada com 30 profissionais aponta IA aplicada à busca e streaming/CTV como os canais mais citados para aumento de investimento em 2026 — 89% em cada caso —, seguidos por creators e redes sociais, com 78%. Três quartos disseram que criadores de conteúdo ganharam importância nos planos de mídia. Ainda que pequeno e direcionado, o estudo ajuda a entender para onde as verbas podem continuar se deslocando em 2027.
A Deezer lançará o Deezer Live, série de apresentações presenciais em São Paulo para assinantes pagantes. O primeiro evento será em 27 de outubro, com Luísa Sonza. Os ingressos são gratuitos e distribuídos pelo Deezer Club. A empresa prevê novas apresentações até o fim do ano. O objetivo declarado é estreitar a relação entre plataforma, artistas e fãs e criar benefícios que ultrapassem o acesso ao mesmo catálogo disponível nos concorrentes. É uma tentativa de criar um diferencial na disputa com o Spotify. (via Exame)
Mesmo depois de anunciar que vendeu todo o inventário do Super Bowl LXI, a Disney procura anunciantes dispostos a pagar entre US$ 10 milhões e US$ 12 milhões por 30 segundos caso alguma marca já comprometida peça liberação do contrato. Segundo a Variety, a negociação ainda exigiria investimento equivalente em outros ativos publicitários do grupo. Basicamente, o Mickey quer transformar possíveis desistências em mais dinheiro – vendendo, quem sabe, ainda mais caro agora.
RioFilme prepara edital de games com capital público e privado, em parceria com a The Powell Group. Previsto para 2027, o Rio Invest Games pretende conectar formação, desenvolvimento, investimento, publishing, distribuição e internacionalização de estúdios cariocas. O valor do futuro edital e a divisão dos recursos ainda não foram informados, mas um princípio já anunciado é a manutenção da propriedade intelectual com os desenvolvedores. Mais detalhes no site da instituição.
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