Edição #4 - quadro.news
No Quadro de hoje
No entretenimento e no audiovisual, nenhum drama é “micro”. Confira o que tem na edição desta sexta-feira:
Na Expocine, discussão sobre direito patrimonial “rouba” debate sobre regulamentação do streaming;
O teste A/B de vídeos no YouTube e a ditadura do algoritmo;
A confissão da Netflix;
As uniões de Paramount & Warner e Diamond & O2 Play;
Os resultados da Semana do Cinema, as novas demissões em Hollywood, os números da NFL no Rio e muito mais.
Em meio a fatos desconectados, algoritmos e slop de IA inundando os feeds, acompanhar o que realmente importa nos negócios do entretenimento ficou mais difícil. Quadro faz essa curadoria por você: duas newsletters por semana, com análise e contexto, direto na sua caixa de entrada. Assine e não perca as próximas edições.
One hit wonders
A Justiça dos EUA finalmente homologou o acordo entre 12 procuradores-gerais estaduais, Paramount Skydance e Warner Bros. Discovery. A previsão é que o negócio seja concluído em 6 de outubro, criando um gigante do entretenimento chamado simplesmente de Skydance.
Ynon Kreiz foi anunciado como futuro co-CEO do novo conglomerado. O executivo vem da Mattel, onde realizou mais de US$ 1,5 bilhão em cortes de custos, simplificou a produção e tentou reposicionar a companhia como gestora de IPs.
Produtoras defendem ficar com direitos de obras feitas para streaming
Uma plataforma de streaming pode investir muito dinheiro em uma obra feita no Brasil. Empregar atores, técnicos, fornecedores e produtoras locais. Ainda assim, um de seus principais ativos – a propriedade intelectual – pode não pertencer à empresa que a realizou. Para além de Condecine, cotas e janelas, a regulamentação do vídeo sob demanda no país também passa por essa pergunta: quem fica com a IP?
Foi por esse motivo que a propriedade intelectual ocupou boa parte do painel “Regulação do VOD: o que muda para a sala de cinema quando o streaming for regulado”, realizado ontem (1º) na Expocine, diante de uma plateia quase lotada.
“Hoje, a maior parte dessa produção que temos nos streamings é feita por meio de serviço de produção”, explicou durante o debate Luiza Favale, diretora da Glaz Entretenimento, companhia por trás de séries como De Volta aos 15 (Netflix) e Rensga Hits! (Globoplay). Segundo ela, as produtoras são contratadas para realizar projetos cuja titularidade pertence às plataformas – em sua maioria estrangeiras – e o direito patrimonial não fica com o produtor brasileiro independente.
“Acabamos criando obras e vendendo aos streamings para, em troca, nós mesmos produzirmos as obras que a gente criou”, completou.
Acontece que, no audiovisual de hoje, a receita de uma obra não termina no lançamento. Uma IP pode continuar gerando negócios por anos, muito depois de encerrada a produção original.
Célia Catunda, fundadora da Pinguim Content, conhece na prática o valor de manter uma propriedade intelectual. Peixonauta, lançado em 2009, e O Show da Luna!, de 2014, continuam sendo explorados pela empresa em diferentes formatos e rendendo licenciamentos e produtos derivados.
“Essas duas séries até hoje são a base da nossa sustentabilidade”, contou. “Hoje a gente faz desde material escolar, vitamina, caderno, roupa. [...] Você só consegue criar uma roda positiva e sustentável, onde você vende o conteúdo, licencia, vive daquilo, se tiver direito sobre as produções e as criações brasileiras.”
Ela lembra que a regulamentação da TV paga ajudava a proteger essa independência nas negociações com os canais. Em contratos de O Show da Luna!, por exemplo, determinadas exigências esbarravam nas regras da Ancine. “Vinham coisas no contrato que não era possível aprovar, e você não precisava ficar lá brigando porque aquilo estava fora do que estava regulamentado.”

Da esquerda para a direita, Célia Catunda, Luiza Favale, Vanessa de Araújo Souza e Gabriel Portela, no debate sobre regulação do VOD na Expocine. A conversa foi além de Condecine e cotas, passando por propriedade intelectual, produção infantil, visibilidade nas plataformas e janela de cinema (Foto: Renan Martins Frade)
A questão é especialmente relevante entre os projetos para crianças. Para Luiza Favale, o atual projeto de lei para o VOD é tímido sobre o assunto – e esse tipo de conteúdo é mais difícil de viabilizar. “As plataformas não têm muitos braços específicos de produção infantil, só uma ou outra, e normalmente os orçamentos que dedicam são muito pequenos.”
“Não estamos encontrando compradores dentro desse cenário do streaming”, complementou Célia Catunda. “Quando eventualmente compram e licenciam, escondem dentro da plataforma. Então a segunda consequência é a invisibilidade. Você não vê a produção brasileira, principalmente a infantil.”
O PL 2.331/2022, atualmente no Senado, faz uma distinção entre produção brasileira e produção brasileira independente. Para entrar na segunda categoria, a companhia criadora precisa ter autonomia artística e comercial e deter a maioria dos direitos patrimoniais da obra. O texto também permite que parte da Condecine – contribuição que financia o setor audiovisual e que a regulamentação pretende estender aos serviços de streaming – seja abatida com investimentos nesse tipo de conteúdo.
Isso não significa que toda obra brasileira feita para streaming passaria a pertencer a uma produtora brasileira. As plataformas ainda podem encomendar originais em outros modelos de contratação, nos quais ficam com os direitos, e o próprio texto em discussão no Congresso ainda pode mudar.
Gabriel Portela, especialista em políticas para o audiovisual e moderador da conversa, resumiu a preocupação: “A indústria criativa tem como pilar central da sua economia justamente a propriedade intelectual, o direito patrimonial”. Contudo, ele fez uma ressalva. Os originais encomendados pelos streamings são bem-vindos e ajudaram inclusive a elevar o valor de produção de outras séries e filmes brasileiros. A questão, na visão dele, é impedir que o mercado nacional fique restrito a isso.
Apesar de toda a discussão, o elefante na sala ainda é outro: esse não é necessariamente o texto que sairá do Poder Legislativo. A proposta voltou ao Senado depois de sofrer mudanças relevantes na Câmara, e os senadores ainda podem manter ou rejeitar essas alterações antes de o texto seguir para uma eventual sanção. No meio desse caminho, ocorrem as eleições do próximo domingo, que definirão a composição do próximo Congresso e podem mudar também a atuação do Executivo no assunto.
Célia defendeu que, depois das eleições, a discussão terá de ser retomada “meio que do zero”, porque “esses dois textos que a gente tem [...] precisam ser amplamente revistos”.
Luiza Favale discordou: “A regulação que existe é melhor que nenhuma. Ela não é perfeita, está muito longe disso, mas eu adoraria que ela passasse esse ano, porque ano que vem sabe Deus o que vem nesse Congresso.”
“É um momento difícil, é um momento de indefinição, é um tema que a gente já vem estressando há dez anos”, avaliou Portela. “Estou um pouco pessimista de que mesmo passadas as eleições a gente consiga, ainda este ano, avançar com a pauta.”
Aspas no Quadro
“A propriedade intelectual é decisiva para que as produtoras tenham sustentabilidade. Muito se fala: ‘Ah, o produtor brasileiro precisa sempre de um edital’. Só que, se a gente não conseguir deter a propriedade intelectual, vai ficar sempre dependendo de um edital”.
Outros destaques em Quadro
📺 A ditadura do algoritmo. O criador Marques Brownlee, do canal MKBHD, criticou a nova ferramenta do YouTube para testes A/B, que será lançada no próximo ano. A funcionalidade permitirá que youtubers testem trechos diferentes para o mesmo conteúdo, comparem os resultados e mantenham no ar a versão que performar melhor. Em um novo vídeo, Brownlee apontou que a empresa do Google segue correndo desnecessariamente atrás dos concorrentes, sem levar em conta seus próprios diferenciais – e levantou dois grandes problemas.
Ainda que o YouTube tenha garantido a ele que apenas versões semanticamente semelhantes poderão passar por esse tipo de teste, duas edições diferentes para o mesmo vídeo quebram o senso de comunidade e a percepção de que todos estão assistindo à mesma coisa. Além disso, Brownlee argumenta que aquilo que gera mais retenção não é necessariamente o mais criativo ou inovador.
A discussão é longa, mas o ponto de Brownlee toca em uma questão maior por trás dos algoritmos das redes sociais e das plataformas de vídeo: ao privilegiar retenção e watch time, corre-se o risco de perder de vista o que é um bom conteúdo audiovisual. Nem sempre o que as pessoas deveriam ver é aquilo que gruda a atenção nos primeiros três segundos. O risco é levar o espectador – ou seja, todos nós – ao brain rot.
🤑 O sorriso dos exibidores. A mais recente Semana do Cinema levou 5,64 milhões de pessoas às salas entre 10 e 16 de setembro, o maior resultado desde a criação da iniciativa. O público ficou 31% acima do recorde anterior, de fevereiro de 2025, e 67% acima da média das oito campanhas anteriores, de 3,38 milhões. Desde 2022, o projeto já soma 32,7 milhões de ingressos vendidos. Os números foram apresentados na Expocine por Lúcio Otoni, presidente da Feneec (Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas), e Marcos Barros, presidente da Abraplex (Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex).
Mas, se o preço baixo aumenta o público, por que não mantê-lo assim? Otoni rejeitou a ideia de que cobrar entre R$ 10 e R$ 12 de forma permanente seria suficiente para deixar as salas sempre cheias. Segundo o executivo, o desempenho depende da combinação de preço, programação forte, mídia coordenada e, principalmente, do senso de urgência criado por uma oferta com prazo para acabar. “Se der direto, o espectador vai adiando: ‘Depois eu vou’”, afirmou.
Há também um aprendizado de distribuição: a ação foi favorecida por títulos com forte apelo popular, incluindo Minha Melhor Amiga, que levou 2,1 milhões de espectadores no período. Otoni disse que os estúdios começam a considerar a Semana do Cinema no planejamento dos lançamentos, seja estreando títulos pouco antes, seja usando a campanha para prolongar a trajetória de filmes já em cartaz. O tamanho alcançado ajuda a explicar por quê: setembro ficou 201% acima do pior resultado da série, registrado em 2024.

Lúcio Otoni, presidente da Feneec, e Marcos Barros, presidente da Abraplex, recebem de Jorge Assunção, diretor da Paris Filmes, homenagem das distribuidoras pelo trabalho à frente da Semana do Cinema, durante a Expocine 2026 (Foto: Renan Martins Frade)
🤫 A confissão da Netflix. Ted Sarandos admitiu que uma métrica importante da empresa da qual é co-CEO “não está crescendo tão rápido” quanto gostaria. A resposta veio após uma pergunta durante a conferência Bloomberg Screentime (via Variety) sobre as horas assistidas na plataforma, que avançaram apenas 2% no primeiro semestre de 2026, para cerca de 97 bilhões. No mesmo período, a receita cresceu em dois dígitos em todas as regiões – uma divergência que sugere que preço, publicidade e monetização vêm correndo mais do que o consumo. Reflexo de uma saturação do watch time do tradicional modelo de VOD por assinatura em alguns mercados, como o norte-americano.
É por isso, nas palavras do executivo, que a companhia “está ampliando o negócio”, oferecendo podcasts e fechando acordos como o realizado com a TF1, na França. “Deveríamos ser muito mais ágeis para podermos adicionar novas maneiras de assistir na Netflix ao longo do tempo”, complementou. O movimento parece copiar parte do que faz do YouTube líder em share de audiência entre as plataformas digitais nos EUA e no Brasil.
Contudo, essa é apenas parte da estratégia de diversificação. Também entram nessa conta o avanço dos esportes ao vivo, as iniciativas em publicidade e a ampliação da presença nos cinemas – com Nárnia: O Sobrinho do Mago tendo uma exclusividade de 49 dias nas telonas antes de chegar à Netflix. Sobre esta última, Sarandos comentou: “O que estamos fazendo é analisar esse modelo e pensar: ‘Ok, como atendemos aos cinéfilos que talvez queiram assistir a este filme no cinema, sem prejudicar o valor para a Netflix?’”.
Depois de afirmar que “nem toda atenção é igual”, a plataforma entendeu algo essencial: ela não só pode agregar conteúdos para um público mais disperso, mas também migrar para ambientes onde esse foco é praticamente total – o que ajuda a fixar melhor suas IPs em um núcleo de público e a aprofundar ainda mais o engajamento do fandom.
👩❤️👨 Juntinhos. Diamond Films e O2 Play anunciaram uma parceria para a codistribuição de filmes independentes nos cinemas brasileiros, após o sucesso da primeira colaboração, com O Convite. A combinação reúne o lineup e a atuação regional da Diamond à experiência da O2 Play na distribuição local – empresa que também trabalha com VOD e licencia conteúdos para mais de 30 plataformas digitais. O próximo título conjunto será o thriller erótico I Want Your Sex, de Gregg Araki, que chega às telonas brasileiras em 22 de outubro.
💍 Falando em união… Casey Bloys, atual chefe de conteúdo da HBO, vai comandar as operações de streaming quando Paramount e Warner Bros. Discovery, informa o WSJ. A decisão privilegia continuidade na HBO e sinaliza que a marca e sua cultura de programação serão o centro criativo da estratégia combinada para o VOD. Não confirma, por enquanto, uma fusão entre HBO Max e Paramount+, migração tecnológica ou abandono de alguma marca. Para isso, vamos ter que esperar pelas cenas dos próximos capítulos…
Enquanto isso, Mike De Luca e Pam Abdy não permanecerão como CEOs da Warner Bros. Pictures após a conclusão da compra pela Paramount. Matthew Belloni, do Puck, reporta que a decisão já foi tomada, embora ainda não tivesse sido formalmente comunicada aos executivos. O desenho relatado pelo jornalista coloca Josh Greenstein e Dana Goldberg, atuais chefes do estúdio Paramount, acima das operações cinematográficas das duas empresas.
A passagem de De Luca e Abdy tem sido agridoce: houve apostas caras e arriscadas – algumas deram certo, outras não. Digger, que estreia neste fim de semana, pode ser a pá de cal nessa passagem (com perdão do trocadilho).
🏆 Tudo pela estatueta. A Focus Features submeteu Obsessão como comédia no Globo de Ouro, afirma o THR. O movimento pode melhorar o posicionamento competitivo do filme na temporada de premiações ao fugir das concorridas categorias de drama, mas não depende apenas do estúdio: um comitê pode rever a classificação. A escolha chama atenção porque o longa, produzido por cerca de US$ 750 mil, já superou US$ 500 milhões de bilheteria mundial – e agora entra numa campanha de prestígio que pode prolongar ainda mais sua vida comercial. A questão é: será ético? E não transforma – ainda mais – o Globo de Ouro em festa do caqui?
👀 Oportunidade no Nordeste. Estão abertas as inscrições para as Rodadas de Negócios do ANIMAGE Conecta 2026, que integra a programação da 16ª edição do ANIMAGE (Festival Internacional de Animação de Pernambuco). Os encontros serão realizados presencialmente no Recife nos dias 21 e 22 de novembro e aceitam projetos de curtas, longas, séries, minisséries e interprogramas em diferentes etapas de produção. As inscrições vão até 6 de outubro neste link
Em sua primeira edição, o mercado recebeu 193 projetos de 27 países – sendo que 19 foram selecionados para pitching: seis longas, sete curtas e seis séries, de nove países. É sempre bom ver a criação de uma instância brasileira voltada a conectar projetos de animação a oportunidades de financiamento, coprodução e distribuição.
Tão falando por aí...
Microdramas passam de 6,5 bilhões de visualizações no YouTube no primeiro semestre de 2026. O tempo assistido cresceu mais de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as visualizações do formato em televisores avançaram mais de 90%. Os dados são da plataforma.
Galinha Pintadinha transforma alcance digital em investimento milionário em audiovisual. O primeiro longa da franquia estreou nesta quinta-feira com investimento de R$ 35 milhões – a maior animação brasileira já realizada, segundo os criadores Marcos Luporini e Juliano Prado. O projeto levou cerca de cinco anos e envolveu quase 500 profissionais. Agora, avaliam produzir uma série com o visual do filme, que já desperta interesse de plataformas. (via Exame)
Xbox libera Disc-to-Digital para todos. Quem possui um Xbox One ou Series X com leitor de Blu-ray já pode receber a licença dos jogos participantes, o que torna possível aproveitar o título sem depender da mídia física no console. O direito permanece vinculado ao disco, que pode ser revendido ou emprestado. É importante acompanhar a iniciativa: ela pode não só indicar os próximos passos dos consoles em geral, mas também o que acontecerá com o futuro da propriedade em um mercado de entretenimento cada vez mais orientado pelo licenciamento.
NFL Rio Game estabelece recorde de audiência nos EUA. A partida entre Ravens e Cowboys, realizada no Maracanã no último domingo (27), teve média de 24,9 milhões de espectadores nos Estados Unidos pela CBS, segundo a Nielsen. O pico ultrapassou 30 milhões no fim da transmissão, que se tornou a mais assistida da história entre as partidas internacionais da NFL e a exibição da Semana 3 mais vista pela CBS desde 2014.
No Brasil, o futebol americano também foi bem. A Globo teria ficado surpresa com os números da NFL no Rio de Janeiro, afirma o site RD1. O alcance dentro do ecossistema do grupo teria sido de 21,4 milhões de pessoas. A partida foi exibida ao vivo no SporTV e na Ge TV, com a TV Globo mostrando o show do intervalo ao vivo e um compacto dos melhores momentos na televisão aberta.
Disney fecha raro acordo de nove dígitos com Shawn Levy, que tem o sucesso de Stranger Things no currículo. Segundo o Puck, foi assinado um contrato de cinco anos para produção televisiva, em um patamar financeiro (a partir dos US$ 100 milhões) incomum para quem não atua como roteirista – mas consegue trabalhar de forma transversal e ajudar na gestação de IPs de sucesso. A Netflix teria igualado a proposta, mas não reteve Levy – que, como diretor de cinema, assinou Deadpool & Wolverine, da Marvel Studios, também parte da Disney.
Ao mesmo tempo, a Disney iniciou uma nova rodada de demissões que atinge “algumas centenas” de funcionários de RH e tecnologia, segundo fonte ouvida pela Reuters. Já o WSJ informa que o grupo deve reorganizar a divisão de TV em torno do streaming, o que pode eliminar outras centenas de postos. Em abril, o Mickey cortou cerca de mil posições; em julho, outras centenas foram eliminadas. A companhia tinha aproximadamente 231 mil funcionários no fim do exercício fiscal de 2025.
Demissões também devem acontecer na Paramount e na Warner. Em vídeo, o analista Evan Shapiro prevê ao menos 20 mil cortes em todo o mundo nos próximos três anos para que o novo grupo combinado possa alcançar as metas financeiras da fusão. Porém, Gerry Cardinale, o “arquiteto” da fusão, diz que a maior parte dos US$ 6 bilhões previstos em redução de custos não virá de demissões.
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