Edição #7 - quadro.news
No Quadro de hoje
Quem disse que a IA impacta apenas a produção do entretenimento? É o que você vai ler na edição pós-feriado da newsletter, que traz os seguintes assuntos:
Uma BGS que traz doces notícias para um mercado de games amargo;
Outra Mamãe domina os cinemas dos EUA, enquanto a continuação de A Rede Social flopa;
Mipcom revela queda nas novidades da TV, mas há quem aposte em uma saída – e a Globo pode ser exemplo;
As estreias da semana no cinema, streaming, TV e games;
O novo mapa da mídia mundial, Marvel com problemas, F1 na África e muito mais.
Em meio a fatos desconectados, algoritmos e slop de IA inundando os feeds, acompanhar o que realmente importa nos negócios do entretenimento ficou mais difícil. Quadro faz essa curadoria por você: duas newsletters por semana, com análise e contexto, direto na sua caixa de entrada. Assine e não perca as próximas edições.
One hit wonders
Nesta quarta, 14, a Globo realiza o Upfront 2027. No evento, o grupo apresentará conteúdos, produtos publicitários e oportunidades de negócio para o próximo ano. Quadro estará presente e trará os detalhes na próxima edição.
O Mipcom começou ontem em Cannes, na França. A edição deste ano do Marché International des Programmes de Communication vai até quinta-feira, 15, e deve reunir cerca de 10,6 mil profissionais, incluindo mais de 3,3 mil compradores de conteúdo, com representantes de mais de 110 países.
O mercado de games precisa de GTA 6 mais do que nunca
Terminou ontem, 12 de outubro, a Brasil Game Show, o maior evento de games da América Latina. Mas o que fica é um gosto agridoce na boca.
Do evento, vieram boas notícias. Em sua primeira visita ao país, Devon Pritchard, presidente da Nintendo of America, deu uma entrevista para a revista Veja. No papo, que ocorreu durante a BGS, a executiva revelou que a companhia pretende ampliar sua presença no Brasil e que o mercado local está entre os dez maiores do mundo em games. A declaração tem respaldo nos dados da Newzoo referentes a 2025: o Brasil ocupava a nona posição mundial em receita, com cerca de US$ 2,7 bilhões, além de reunir 123,3 milhões de jogadores, ficando atrás apenas de China e EUA entre os países analisados.
O número mais concreto revelado pela Nintendo está na localização: dois terços dos jogos first-party lançados desde a chegada do Switch 2, no ano passado, receberam versão em português. A empresa reconhece que ainda há lacunas – Fire Emblem: Fortune’s Weave foi citado como exemplo –, mas diz que manterá essa frente como prioridade.
Para o Omelete, Romina Whitlock, diretora de marketing para a América Latina da companhia, disse que pretende iniciar em 2027 testes regionais para distribuir recompensas físicas e controles clássicos vinculados ao Nintendo Switch Online. Esses acessórios ainda não chegam oficialmente ao nosso país porque a Nintendo não mantém aqui um modelo comercial direto e depende de distribuidores – o problema, segundo ela, está em importar, abastecer e manter estoque, todas questões que são ainda mais desafiadoras aqui no Brasil. Além disso, para a executiva, somos a maior oportunidade de crescimento da Nintendo em Latam.
Para os mais antigos, isso deve soar como uma boa surpresa. É que a Nintendo passou anos atendendo o país com idas e vindas, e agora descreve o nosso território como uma oportunidade de crescimento, não apenas como uma comunidade numerosa e apaixonada. A localização, os pacotes com franquias de apelo local e a reposição de edições físicas indicam uma tentativa de converter demanda existente em vendas formais – indo além do tradicional (por aqui) “mercado cinza”.
O problema é o contexto internacional. O grande investimento em data centers, acelerado pela IA, e as tarifas de Donald Trump encareceram o custo de componentes como memória RAM e unidades de armazenamento. O PlayStation 5, lançado nos EUA em 2020 por US$ 399 na edição digital, agora custa US$ 599. O Xbox Series X pulou de US$ 499 para US$ 799 na versão com disco. O Switch 2, da Nintendo, saiu em 2025 por US$ 450 – e agora é comercializado por US$ 500 no valor de tabela.
O movimento afetou o varejo nacional. O PS5, que podia ser encontrado por cerca de R$ 2.500 na última Black Friday, agora está por volta de R$ 3.900 em promoções online. O Series X, então, virou mosca branca: praticamente sumiu das lojas daqui e, quando aparece, é vendido por R$ 7 mil.
Essa inflação se reflete em uma retração na comercialização de consoles. O GamesBeat aponta que as vendas em agosto nos EUA caíram 15% em relação ao mesmo mês do ano passado, com 559 mil unidades. É o pior resultado para o mês desde 2013, quando os gamers já se preparavam para a chegada da geração de Xbox One e PS4.

GTA 6 terá edição física com código para download, mas também controles especiais para colecionadores: esse é o contraste de um mercado que caminha para o digital, mas continua encontrando formas de vender produtos físicos aos fãs (Imagem: Rockstar Games)
A esperança tem nome: GTA 6. O aguardado jogo da franquia Grand Theft Auto tem tudo para ser o lançamento mais vendido da história do mercado de games, superando GTA 5, de 2013. A aposta é que a novidade reaqueça a venda de videogames, com parte dos fãs do passado finalmente entrando na atual geração para aproveitar o título, ou com um novo público chegando pelo hype. Tanto é que já tem varejista brasileiro vendendo pacotes com a pré-venda do novo título junto com uma unidade nova do PlayStation 5.
Até porque o novo GTA chega a um mercado menor que aquele do último lançamento da franquia. Há 13 anos, Xbox 360 e PlayStation 3 somavam cerca de 156 milhões de unidades vendidas. Em março deste ano, a IDG estimava em 129 milhões o total acumulado de vendas de PS5 e Xbox Series X|S.
Para piorar, vivemos uma transição: a do fim da mídia física. A Sony já confirmou que irá parar com a fabricação de discos para novos jogos da marca a partir de janeiro de 2028. A Microsoft ainda não fez um anúncio na mesma linha, mas lançou um programa em que a mídia física é convertida em licenças digitais – abrindo espaço para um futuro Xbox sem leitor.
O detalhe é pertinente porque o público, hoje, se divide em dois grandes blocos: entre quem prefere o digital e aqueles que querem ter em mãos o que compraram. Há diferenças até entre os fãs: segundo a Circana, o PlayStation respondeu por 32% do gasto norte-americano com jogos físicos novos em 2026 até julho; a Nintendo, por 63%.
Paradoxalmente, o colecionismo floresce de uma forma diferente. As empresas se empenham no lançamento de edições de colecionador de consoles e de joysticks. A versão especial do Switch 2 de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, por exemplo, esgotou rapidamente no nosso país.
Ou seja, cada unidade vendida rende mais em termos financeiros, mas sem aumentar a base instalada. É a lógica do entretenimento moderno: extrair mais e mais de quem é “superfã”.
Enquanto isso, a jogatina na nuvem não resolveu o problema. O Xbox Cloud Gaming, que permite jogar por dispositivos como TVs conectadas e PCs, sem a necessidade de um console, registrou crescimento de uso, mas não há evidências públicas de que tenha compensado a perda de escala do hardware Xbox. Pior: diante do aumento dos custos para oferecer o serviço, a Microsoft anunciou recentemente limites de horas de cloud gaming para novos assinantes do Game Pass, preservando o acesso ilimitado de assinantes antigos em alguns mercados.
Tudo isso cria um dilema insólito para o mercado de games. A essa altura, imaginaríamos uma estrutura consolidada de hardware, preços menores para os novos usuários e um campo fértil para o novo GTA “fazer a rapa” no ápice de uma geração, como o jogo conseguiu em 2013. Só que a realidade é mais dura, desafiadora e com fãs ressabiados.
E você achando que os principais desafios de Jason e Lucia estavam confinados à Vice City, não é mesmo?
Outros destaques em Quadro
⚓️ O naufrágio social. Nos cinemas, Outra Mamãe dominou o mercado dos EUA e Canadá, arrecadando US$ 27,8 milhões no fim de semana, embora a nota D+ do público no CinemaScore deixe em risco a sustentação nos próximos dias. Em segundo lugar ficou Verity, com US$ 12 milhões. Já o novo Resident Evil segue firme e forte, com US$ 8,5 milhões. Os dados compreendem a segunda-feira, 12 – que foi feriado nos dois países.
O desastre ficou mesmo por O Outro Lado das Redes, a (não tão) aguardada continuação de A Rede Social. A produção arrecadou parcos US$ 5 milhões no período, ainda abaixo da expectativa de US$ 7 milhões a US$ 8 milhões. O resultado foi menor que os US$ 7,4 milhões de Coração Selvagem, que está há três semanas em cartaz. Os dados são do Box Office Mojo.
Dirigida por Aaron Sorkin, que escreveu o roteiro do primeiro longa-metragem, a nova produção não empolgou a crítica, tampouco conseguiu despertar grande interesse do público, apesar da ligação com um filme conhecido. Em todo o mundo, o longa conta com uma bilheteria de US$ 8,3 milhões – isso para um orçamento estimado de US$ 30 milhões, sem contar o gasto com marketing. É provável que se converta em prejuízo para a Sony, ao menos em sua passagem pela telona.
A Rentrak informa que, no geral, o mercado UCAN passou dos US$ 8 bilhões em 2026 e está 19% acima de 2025 no mesmo período, mas ainda 8% abaixo do registrado em 2019.

Jeremy Strong interpreta Mark Zuckerberg em O Outro Lado das Redes, continuação de A Rede Social dirigida por Aaron Sorkin. O filme estreou abaixo das expectativas nos cinemas norte-americanos. (Imagem: Divulgação/Sony Pictures)
🍿 Enquanto isso, no Brasil. O mercado exibidor brasileiro vendeu 1,28 milhão de ingressos e arrecadou R$ 30,49 milhões entre 8 e 11 de outubro, quedas de 14% em público e 16% em renda na comparação com o fim de semana anterior. Os líderes seguem os mesmos: Verity ficou em primeiro, com 383,5 mil espectadores no período e 1,49 milhão acumulado, seguido pelo nacional Minha Melhor Amiga, com 166,3 mil no fim de semana e 5,55 milhões no total.
Os lançamentos Outra Mamãe (com 164,3 mil ingressos) e Se Eu Fosse Você 3 (97,8 mil), além do relançamento de Carros (109,2 mil), complementam o top 5. Todos os dados são da Rentrak.
Vale lembrar que O Outro Lado das Redes tem estreia programada no Brasil para o dia 22 de outubro.
🏖️ La Riviera Française. Em sua apresentação inaugural no Mipcom, a consultoria Glance descreveu um mercado no qual a TV linear continua perdendo consumo, o SVOD amadurece e as plataformas de compartilhamento de vídeo – especialmente o YouTube – mantêm crescimento. O movimento já aparece na oferta de novos conteúdos: entre janeiro e setembro, o número de novas séries lançadas pela televisão linear caiu 12% em 48 territórios, na comparação com o mesmo período de 2025. A entrada de novidades nos catálogos recuou 12% na Netflix e 41% no Disney+.
O consumo também está mudando de composição. Em uma análise do Top 10 da Netflix em mercados como a Alemanha, os lançamentos inéditos passaram de 60% dos títulos em 2023 para 40% em 2026; temporadas recorrentes representam 45% e produções de catálogo, 15%. Na França, 55% dos novos clientes do serviço norte-americano já optam pelo plano com publicidade, enquanto a receita de anúncios em SVOD chegou a cerca de € 200 milhões em 2025. A Glance também argumenta que os sete primeiros dias de lançamento deixaram de capturar adequadamente a audiência: ficções do Channel 4, do Reino Unido, acrescentam aproximadamente 20% de consumo entre o oitavo e o 28º dia.
Nesta era pós-Peak TV, a escassez de novas produções não significa apenas retração. O momento favorece propriedades capazes de sustentar várias temporadas, bibliotecas que podem ser reempacotadas e parcerias entre serviços locais e grandes streamings. Na França, por exemplo, a Netflix ampliou em 61% as horas disponíveis em seu catálogo até junho de 2026, impulsionada pela integração de conteúdos do TF1+. A ressalva é que os recortes variam por território e não podem ser transportados automaticamente para o Brasil.
🐚 La Riviera Française 2. Ainda no Mipcom, a BBC adquiriu a primeira temporada de Vermelho Sangue, da Globo, para o BBC iPlayer e a BBC Three no Reino Unido. Segundo o grupo brasileiro, é a primeira série original do Globoplay licenciada para a emissora britânica. A empresa também destacou três novidades durante o evento em Cannes: a produção de uma versão portuguesa de Avenida Brasil, pela SIC; a adaptação de Fina Estampa, pela produtora turca Ay Yapım, anunciada em setembro; e versões gregas de Os Outros e Todas as Flores, pela Alpha TV, com produção da Primavisione. Todos movimentos que dialogam com as tendências identificadas pela Glance: a valorização das propriedades intelectuais e sua exploração em diferentes mercados.
Além disso, a Globo e a Endemol Shine Brasil firmaram uma parceria para desenvolver e produzir propriedades intelectuais de entretenimento sem roteiro a partir de 2027. O grupo carioca terá prioridade para utilizar os formatos em seus canais e plataformas no Brasil, enquanto a Endemol Shine liderará a distribuição internacional pela rede da Banijay Entertainment.
O acordo cobre realities, formatos de competição e produções factuais. As empresas já trabalham juntas em franquias importadas como Big Brother Brasil, No Limite, The Masked Singer, Dança dos Famosos e The Wall. A diferença agora é a tentativa de criar formatos brasileiros com potencial internacional desde a origem.
💬 Balões. As vendas de quadrinhos cresceram 19% e as de graphic novels, 28% no acumulado de 2026 nas comic shops, segundo dados divulgados pela ICv2 durante outro evento do fim de semana, a New York Comic Con. Mas nem tudo são flores: a Marvel Comics permaneceu relativamente estável em um setor que está em alta.
Por isso, ainda na NYCC, o novo editor-chefe da Casa das Ideias, Stephen Wacker, apresentou uma resposta operacional: a editora vai avaliar com mais rigor cada nova edição nº 1, concentrar marketing nos lançamentos prioritários e potencialmente reduzir o volume de títulos. Em uma experiência com a linha Midnight, a empresa também permitiu que lojistas lessem a primeira edição antes do prazo final de pedidos e ajustou o calendário para que a encomenda do nº 2 pudesse ser feita depois da estreia do nº 1. As comic shops são peças importantes no mercado de HQs dos EUA, como relatado em edição recente de Quadro – em uma posição parecida com a dos exibidores de cinema, guardadas as devidas proporções.
A Marvel ainda anunciou duas linhas voltadas ao catálogo: Brick, de coletâneas extensas, e Renown, destinada a manter histórias recorrentes disponíveis. De acordo com Wacker, Kevin Feige, presidente da Marvel Studios e que também acumula o posto de CCO da editora, participou do último summit da empresa e defendeu que os quadrinhos estejam criativamente “15 anos à frente” das histórias contadas nos cinemas.
Na prática, a Casa das Ideias está vendo o problema como um excesso de oferta e falta de previsibilidade para revendedores, além de reforçar os quadrinhos como laboratório criativo para histórias que, eventualmente, podem chegar às telas.
Estreias da semana
Streaming e TV. Nesta quarta-feira, 14, o Disney+ estreia VisionQuest – nova série ambientada no MCU e que traz os retornos de James Spader (Ultron) e Paul Bettany (Visão) –, além da segunda temporada de Verdade Oculta. Na quinta, 15, chegam a segunda temporada de The Paper à HBO Max e o documentário Katseye: Wild Hearts ao Disney+. Na sexta, 16, o Prime Video lança a série documental brasileira Marília Mendonça: Sentimento Louco, enquanto a Apple TV traz Tenzing, filme sobre o alpinista que conquistou o Everest ao lado de Edmund Hillary, interpretado por Tom Hiddleston. No domingo, 18, Discovery e HBO Max recebem a quarta temporada de Largados e Pelados Brasil.
Cinemas. Na quinta-feira, 15, Street Fighter chega às telonas brasileiras, também com sessões em IMAX. A programação inclui ainda Dentro da Baleia, da 20th Century Studios; Sacrifício; e as produções nacionais Consequências Paralelas e Família de Sorte. Bruna Surfistinha volta aos cinemas em relançamento, assim como o Space Jam original e os cinco filmes da franquia Jogos Vorazes.
Games. Hoje, 13, chegam Planet Zoo 2 e Valor Mortis para PC, PS5 e Xbox Series X|S, com o segundo também disponível no Game Pass, além de Just Dance: Decades of Hits para Switch, PS5 e Xbox Series X|S. Amanhã, 14, estreia Warhammer 40,000: Boltgun 2 para PC, PS5 e Xbox Series X|S. Na quinta, 15, chegam Castlevania: Belmont’s Curse para PC, PS5, Xbox Series X|S e Switch, e Bluey’s Happy Snaps para consoles e PC.
Rolando os dados

O consultor Evan Shapiro divulgou o novo mapa do universo da mídia após a conclusão da fusão entre Paramount Skydance e Warner Bros. Discovery, considerando os valores de mercado das companhias e estimativas próprias para algumas delas. De cara, podemos ver que, mesmo com a megafusão do entretenimento, o novo “planeta Skydance”, avaliado em US$ 29 bilhões pelo consultor, parece ainda um pequeno satélite perto de gigantes como Meta, Alphabet (Google) e Microsoft – que não são “pure play” do setor –, e até de Netflix e Disney. Clique aqui para ver a versão interativa e ampliável do gráfico.
Tão falando por aí...
Netflix teve um verão fraco de filmes. Análise de Brandon Katz no Substack indicou que nenhum longa original da plataforma lançado entre maio e agosto superou 20 milhões de horas vistas em TVs dos EUA na semana de estreia, segundo dados da Nielsen. Considerando as primeiras oito semanas, os cinco maiores filmes roteirizados do período tiveram média de 28,6 milhões de horas, o pior desempenho dos últimos quatro anos. Para o autor, esses fracassos não receberam as mesmas críticas que os flops da telona, o que revela uma diferença de julgamento. Com dados menos imediatos e custos pouco transparentes, o streaming não eliminou o fracasso, apenas a vergonha pública.
A ReedPop estima que a New York Comic Con de 2026 tenha gerado US$ 90,8 milhões de impacto econômico para Nova York. O número foi calculado com uma ferramenta da NYC Tourism + Conventions/Destinations International. Na abertura do evento, a diretora de marketing da organizadora projetava 250 mil visitantes durante os quatro dias, mas o público final ainda não foi divulgado. (via ReedPop e CBS New York)
Fórmula 1 fechou acordo de dez anos com Ruanda e voltará à África. O GP da África deve estrear no início da década de 2030, após a construção de um circuito de grau 1 da FIA em Bugesera, cerca de 40 quilômetros ao sul de Kigali e ao lado do novo aeroporto internacional. Segundo a F1, o continente já reúne mais de 100 milhões de fãs, e quase 60% do público em mercados subsaarianos considerados prioritários tem menos de 35 anos. Será a primeira corrida do campeonato na região desde o GP da África do Sul de 1993. (via Formula1.com)
A Conmebol definiu os compradores dos pacotes de transmissão da Copa Libertadores de 2027 a 2030. A ESPN terá 81 jogos por temporada, enquanto SporTV e Paramount+ dividem um pacote de 82 partidas: cada um terá 41, com 36 exclusivas e cinco compartilhadas, incluindo uma semifinal e a final. Na TV Globo, serão 13 datas de transmissão. Confira como ficou a divisão geral:
Canal/Plataforma | Exibição por temporada |
TV Globo | 13 datas, da fase de grupos em diante |
Ge TV | 19 datas, desde as preliminares |
ESPN/Disney+ | 81 partidas |
SporTV | 41 partidas |
Paramount+ | 41 partidas |
TNT Sports | Clipes e melhores momentos |
Pesquisa coloca YouTube ligeiramente à frente da TV como fonte isolada de notícias políticas, mas a manchete pede um pé atrás. O estudo do Center for the Creator Economy da Syracuse University identificou a plataforma como a fonte isolada mais mencionada para notícias políticas e eleitorais nos EUA: 16,5%, contra 16,1% para TV (aberta e paga) e 15,7% para sites e aplicativos jornalísticos. Ainda assim, somadas, televisão e imprensa digital continuam quase duas vezes maiores que o YouTube. Já as redes sociais em conjunto aparecem com 60%, contra 32% das fontes tradicionais. É bom frisar que uma parte relevante dos vídeos e lives do serviço online vem de marcas jornalísticas conhecidas, embora também haja produção independente de qualidade e conteúdos de credibilidade questionável.
Enquanto isso, a Nielsen prepara uma mensuração que mistura dados dos streamings, painéis e big data. O anúncio vem após uma série de críticas à precisão das medições da empresa, que agora promete lançar no início de 2027 uma nova família de produtos que combinará dados primários fornecidos pelas próprias plataformas com seus painéis nacionais e bases de terceiros. A proposta é medir alcance e tempo assistido por título em diferentes telas, integrar metadados de programação e oferecer consultas em linguagem natural por uma interface assistida por IA. Os resultados poderão alimentar futuramente o The Gauge, que é o balanço geral do share de audiência nos EUA. Quem sabe um padrão de medição surge aí, né? A esperança…
A Sony colocou um executivo do YouTube no comando da Screen Gems. Fede Goldenberg, que passou 15 anos na plataforma, irá liderar o selo cinematográfico para ampliar sua atuação com projetos de criadores digitais, além dos tradicionais filmes de gênero. Isso acontece em um contexto de crescimento do terror (vide os números dos cinemas nesta semana) e do sucesso de Backrooms e Obsessão, ambos vindos de criadores que surgiram primeiro na rede de vídeos.
Spotify e Joe Rogan assinaram um novo contrato plurianual de licenciamento. O programa continuará disponível também no YouTube, Apple Podcasts e outras plataformas. Os termos não foram divulgados, mas, segundo o Wall Street Journal, o acordo tem condições semelhantes às do anterior, que previa um pagamento potencial estimado em US$ 250 milhões. O programa reúne 18 milhões de seguidores no Spotify e mais de 21 milhões de inscritos no YouTube, além de liderar o ranking de podcasts dos EUA da Edison Research.
Grandes creators trocam volume de publicidade por participação no negócio. A Digiday, em sua cobertura da Advertising Week, indica uma mudança na negociação entre os grandes criadores: menos anunciantes, contratos mais longos e participação em produto, operação ou capital. Alix Earle, com 14 milhões de seguidores somados, afirmou preferir cinco ou seis marcas a cem por ano e disse estar negociando duas operações com equity. Já Jordan Howlett assumiu o cargo de CCO da Blenders Eyewear, participando do desenho de produtos e trabalhando na campanha de fim de ano. Esses influenciadores perceberam que são vitais para as marcas, por isso agora não querem apenas uma parte da verba do budget de mídia: querem um pedaço do que ajudam a impulsionar.
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